Nascido na Chamusca a 4 de Julho de 1960 é aos 12 anos que tem um primeiro contacto com a música, não só na escola, onde aprende solfejo, como também no Coral da Igreja Matriz local, o Coro da Imaculada Conceição.
Um pouco mais tarde tenta a aprendizagem da guitarra clássica, viola de fado, com o Mestre Joaquim Salvador.
Em meados da década de setenta, estudante em Torres Novas, canta o seu “fadinho” e declama Poesia Ribatejana.•
Nos inícios da década de oitenta integra o Grupo Gente, Música Popular Portuguesa com digressão por França em 1984.
Em Julho de 1986 inicia a actividade radiofónica integrando os quadros da Rádio Bonfim, onde ainda hoje se mantém, com programas de Tauromaquia, Fado e Poesia.•
Breves passagens pelas rádios “O Ribatejo” de Santarém e “Ribatejo” de Azambuja.
Inicio de apresentações de espectáculos nomeadamente de Fado, declamando, de quando em vez, a poesia sobre o seu tão querido Ribatejo.Em 1989 faz parte da Direcção do Jornal da Chamusca no qual coordena uma página de Tauromaquia.•
Integra o Grupo de Danças e Cantares da Chamusca e Ribatejo em digressão por França em 1993.
Duas horas antes do concerto de Supertramp reunimo-nos ao jantar com Amigos de Riachos, e Companheiros de escola dos tempos de Torres Novas. No restaurante "Lusitano", ao Centro Comercial "Vasco da Gama", partilhámos mesa com o Francisco José Barroca, sua esposa Dina, a filha Mariana, com o Carlos Torrado, a esposa Cristina e a filha Susana e ainda com a Paula Simões e Silva e o esposo Francisco José Luz.
Pela terceira vez, no espaço de 31 anos, assisti a mais um espectáculo do grupo Supertramp. Depois de os ter visto no Pavilhão Dramático de Cascais em 1979, e na Monumental da mesma cidade, cerca de 17 anos depois, desta feita foi no Pavilhão Atlântico que albergou cerca de 16.000 almas. O engraçado da questão é que muitos dos que os viram da primeira vez, tal como eu, resolveram levar as esposas e os filhos. Foi bonito de ver várias gerações em torno de um grupo que vai resistindo ao passar dos anos com músicas que ficarão para sempre. "Dreamer", "School",“Give a little bit”, “It’s raining again”, “Breakfast in America”, “Take the long way home”, "Rudy", “Crime of the Century” foram temas que se reouviram e que foram acompanhados por aquelas milhares de gargantas. Um espectáculo inolvidável, embora se notasse a ausência de Roger Hodgson, ali estiveram Rick Davies John Helliwell, Bob Siebenberg, Mark Hart.
No espaço de uma semana duas minhas sobrinhas, duas primas, fizeram anos e as respectivas festas. A Joaninha, filha da Susana e do João, fez um aninho e a Familia reuniu-se, no dia 4 de Setembro, na Quinta de Castros, pertinho de Maiorca, Figueira da Foz. A Mariana completou o décimo oitavo ano de vida com uma festa caseira, sábado dia 11, na Chamusca.
Quer queiram, quer não, esta coisa da internet, se bem que possa ter as suas desvantagens, tem muitas, bastantes vantagens mesmo. Entre as demais o facto de nas páginas sociais, msn, hi5, Badoo, Facebook, podermos encontrar pessoas que há muitos anos não vemos. Mas os "chat's" permitem-nos contactá-las e, inclusivé, trocar opiniões, ideias e recordar outros velhos, mas belos, tempos. Há cerca de trinta anos eu passava férias em S. Pedro de Moel. Aqueles meses de Agosto dos inicios da década de oitenta, levava até áquela praia jovens oriundos de cidades e vilas do Ribatejo centro e norte. Ali me reencontrava com colegas de estudo de Torres Novas e ali se criaram amizades com nabantinos, abrantinos, alcanenenses, ourienses.... Os tempos passaram e eu nunca mais tirei férias em S. Pedro de Moel, embora amiúde fale na "minha" praia de eleição aos meus sucessores. Alguns desses amigos, confesso, nunca mais os vi, outros porém vou reencontrando pois vão mantendo as suas vidas profissional ou familiar nos locais de origem. Outros tiveram de procurar melhores condições de vida noutros locais bem longe. Ainda que os tenha "perdido de vista", mantiveram-se na minha memória e no meu coração. Um dia destes, no facebook, através de uma página de uma amiga comum, fui reencontrar uma velha Amiga desses tempos longíquos e, naturalmente, solicitei amizade. Não imaginam a felicidade que me invadiu ao poder voltar a falar com ela. Após a aceitação trocámos memórias desses belos tempos e eis que a minha Amiga me brindou com duas fotos, das quais não me lembrava, e ainda foi encontrar no seu baú de memórias, na sua casa de Abrantes, um bloco onde escrevi, o que naquele dia me ia na alma, o meu nome e morada. Refiro-me à Isabel Serra, moradora que foi na Rua de Angola em Abrantes, e que foi minha companheira de férias, e das noites no "Bambi", em S. Pedro de Moel. Hoje, arquitecta e mãe de três adoráveis gémeos, a Isabel fez-me recuar no tempo e lembrar como fomos tão felizes naqueles longiquos anos. Obrigado Isabel pela tua Amizade.
"Felizmente ainda não existiam telemóveis e usavam-se uns livrinhos pequenos de folhas coloridas para escrevermos as moradas. Adorei encontrá-lo nas minhas coisas este fim de semana em Abrantes e Mação."