domingo, 3 de janeiro de 2010

Continuidade







Em Vila Franca



Junto à Porta Grande de "Las Ventas"


Na Herdade do Balancho

Quem sabe do seu futuro? Ninguém!

Há sonhos que, em meninos, gostariamos de realizar enquanto adultos. Muitos, ou quase todos, não se concretizam. Mas o querer, a força de vontade, a tenacidade, por vezes leva-nos a concretizar alguns desses sonhos.

Nasceu em Março de 1994. De muito pequeno que me acompanha na Festa dos Toiros. "Debutou" em 2001,com sete anos, em Badajoz. (Miércoles, 27 de junio. Corrida de toros. Toros de Jandilla (bien presentados pero mansos y complicados), para Ortega Cano (bronca tras dos avisos, y bronca tras tres avisos, devolviéndole el toro al corral), Finito de Córdoba (oreja tras aviso y ovación) y Pedrito de Portugal (palmas y silencio). Más de media entrada). Até agora, em Espanha, já viu toiros (corridas) em Pontevedra (Domingo, 5 de agosto. Toros de Alcurrucén, para Enrique Ponce (aplausos y dos orejas), Manuel Caballero (aplausos y dos orejas) y El Juli (oreja en ambos), Salamanca, Cáceres, Mérida, Olivenza, Guadarrama, Madrid, Huelva, Barcarrota, Almendralejo.

Um dia, há três anos, pedia-me autorização para participar num Concurso que a Empresa do Campo Pequeno iria realizar. Ainda nem completara treze anos. Acedi. E lá fomos no dia seis de Janeiro de 2007. Era sábado. Pela tarde a exibição de Toureio de Salão dos quarenta e tantos miúdos inscritos.

Sem frequentar qualquer escola de toureio que fosse, a sua aprendizagem tomou-a com alguns parcos ensinamentos, que lhe fui administrando, e à base de muito ver ao vivo e pelos canais da televisão espanhola.

Apurado para o dia seguinte para a "aula prática", perante bezerras da ganadaria de São Torcato, iria ficar apurado. Fomos no dia dez à Herdade de Pancas, propriedade do Conde de Cabral, e aí ficou de novo apurado. Mas... por aí se ficou. Primeiro os estudos.

Eugénio Eiroa, director do sitio "Naturales", simpáticamente, fez este trabalho que vos apresento.


O meu Amigo Vitor Azevedo, fez o favor de, também ele, realizar um pequeno filme sobre esta paixão que invade o meu filho mais novo, o Pedro Miguel.

Dirão: Pai babado! Responderei: Pois sou e tenho motivos para isso!

sábado, 2 de janeiro de 2010

UM DIA NA VIDA DE....


João Pedro Tavares é um jovem chamusquense que tenta a sua sorte na sétima arte.


Um dia ligou-me a perguntar se podia fazer um filme sobre o meu dia-a-dia, a fim de apresentar um trabalho para o seu Curso de Cinema, Video e Comunicação Multimédia.


Acedi ao desafio dizendo-lhe que a minha vida diária não seria nada de especial.


Entregar garrafas de gás de porta a porta ou nos sub-agentes concelhios não será "motivo" para grandes ou curtas metragens.


Um dia de Quinta Feira de Ascensão com toda a azáfama que implica, será, ou seria, isso sim, aliciante para qualquer cinematógrafo.


No entanto ele replicou que não fazia mal, que a professora iria entender e, lógicamente, explicar-lhe-ia fazendo, naturalmente, um resumo do total obtido.


O resultado foi satisfatório e teve o aval da Professora.


Conclusão: De, cerca, treze horas de filme (das dez da manhã ás onze da noite) resultou um "filmezinho" de dez minutos ao qual, para fins bloguistas, foram retiradas algumas cenas.


Com os meus agradecimentos, e o pedido de autorização prévia, ao realizador, aqui ficam algumas imagens do meu dia-a-dia.


Espero que gostem.



Entradas de Toiros na Chamusca, o dia Maior do Concelho!







Era assim antigamente. Campinos e cavaleiros amadores conduziam aqueles que eram os toiros da corrida. Com a estrada princial em pedra, depois apenas asfaltada ao meio e, nos dias de hoje, completamente ladeada de tratores, camionetas e máquinas agrícolas, para que os toiros não fujam do seu trajecto. Todos os cuidados são poucos. Mas a Entrada de Toiros na Chamusca, ainda que em moldes diferentes do antigamente, é sempre uma Festa. Milhares e milhares de pessoas fazem questão de estarem horas a fio ao sol, para verem passar os toiros em breves segundos. Ninguém sabe explicar o fenómeno. É assim! Vive-se este dia com uma intensidade única. A emoção, o risco, o perigo, a garridice, o colorido, a movimentação andam de mãos dadas. É a alma Ribatejana no seu esplendor. Só quem vive este dia o sabe explicar. "Esta é a essência da Festa, um hino à força e à generosidade da Natureza de que depende a nossa vida. Festa da terra e do gado, toda a gente sai à rua, Quinta-Feira de Ascensão, para ver a entrada de toiros pelas ruas da Chamusca, o campo invadindo a vila, uma emoção incontida, uns instantes que valem toda uma manhã de espera, os olhos cheios de cor, uma sensação que não se explica, para o ano cá estaremos outra vez".(Dr. Matias Coelho)
Mas mesmo contando, fica sempre algo por dizer. As imagens falam por si.
A Chamusca tem mais vida. As gentes que aqui vêm anualmente sabem o que eu digo. Tomara já o dia treze de Maio. É Quinta Feira de Ascensão!





sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"Pernas... para que vos quero?"

Há pernas e pernas. Altas, baixas, gordas, magras, bem torneadas, com e sem varizes, peludas ou não. Nunca pensou a Mary Quant que um dia a sua "inovação" viesse a ser produto de um concurso. Afinal nem se quer saber da mini-saia mas sim das pernas que essa mini -saia proporciona visualizar. Como alguém diria: "Eu quero lá saber da saia ...."

http://www.oribatejo.pt/2009/11/jovem-de-fatima-e-miss-mini-saia-de-valverde-2009-fotos/

Concerto de Ano Novo

Faço os possiveis para não perder este Concerto que todos os anos a RTP nos oferece. É uma maravilha! Para quem gosta da boa música é um regalo, inclusivé para o espirito.
O Concerto de Ano Novo, realizado pela Filarmônica de Viena (em alemão Das Neujahrskonzert der Wiener Philharmoniker) é um concerto despecial de música clássica que é realizado em todos os anos no dia 1 de Janeiro, na sala grande do Musikverein em Viena, na Áustria. O concerto é televisionado e assistido por um bilhão de pessoas em mais de cinquenta países
O concerto inclui peças da família Strauss (
Johann Strauss I, Johann Strauss II, Josef Strauss e Eduard Strauss), mas aconteceram ocasiões de serem interpretadas peças de outros compositores austríacos, como Joseph Hellmesberger, Joseph Lanner, Wolfgang Amadeus Mozart, Carl Otto Nicolai, Emil von Reznicek, Franz Schubert, Franz von Suppé, Karl Michael Ziehrer e Josef Haydn. Em 2009, foi a primeira vez que uma obra de Joseph Haydn foi tocada (o quarto movimento da Sinfonia Nº45, tocada para celebrar o segundo centenário da morte de Haydn).
Normalmente são tocadas doze peças, com uma duração de aproximadamente duas horas, com uma palsa de trinta minutos. O concerto tem polkas, valsas e marchas. O concerto acaba tradicionalmente com três encores. O primeiro é normalmente uma polka rápida (música tradicional austríaca), a segunda é a famosa valsa, o Danúbio Azul, de Johann Strauss II, em que, também segundo a tradição, os primeiros acordes são interrompidos com aplausos de reconhecimento da audiência, após o que o maestro e a orquestra endereçam, coletivamente, ao público os seus votos de Feliz Ano Novo. Segue-se então a interpretação do Danúbio Azul, após isso, o concerto encerra com a
Marcha Radetzky. Durante a execução desta composição alegre e festiva, a audiência é convidada, pelo maestro, a participar, aplaudindo ao ritmo indicado pelo maestro, que se vira ao público.
Os concertos de Ano Novo são realizados no Salão Maior (em alemão Großer Saal) do
Musikverein desde 1939. A partir de 1980, as flores que decoram profusamente a sala são ofertas da cidade de Sanremo, na Itália. Durante o concerto, algumas peças são acompanhadas por ballet, com a participação ao vivo ou gravada em diversos monumentos famosos da Áustria (Palácio de Schönbrunn, Schloss Esterházy, a Ópera Estatal de Viena, por exemplo) e partes do Musikverein, por dançarinos do Ballet da Ópera Estatal de Viena.




O Curandeiro


Ainda que no meio de tanto pessimismo (ou será realismo?) que o novo ano nos teima em trazer, há sempre tempo para esboçar um sorriso. Caso para dizer: Ele há cada cromo...

Trata tudo o que é doença mas nunca experimentou tratar, mas... sabe que trata.

Trata, por exemplo, "ursulas", hepatite "azá", micoses e até já comeu carne de vaca louca, que morrem "trabeculosas" e bebeu água envenenada.

Ele é curandeiro!

Para quê esperar em filas para ser atendido por um médico de mau humor? Isso são coisas do passado. O melhor é procurar este "curandeiro" e verá que se sentirá muito melhor. Mas antes de o procurar, aconselho-o a ver o filme

Ora cá está ele... o Novo Ano, Vida Velha


O esperado, ansiado, desejado ano de 2010 já aí está. Fico feliz por ver, nos rostos da minha gente, tanta felicidade. Mas, palavra de honra, gostaria de saber o que comemoraram. Se, finalmente, o final de 2009, pelo mau que foi a vários (muitos) niveis, se a entrada de um novo ano que nada de novo nos irá trazer, senão um ano mais e, assim sendo, velhice. Ou será que a velhice poderá, ou deverá, ser ausência de juventude? Nesse caso este ano, com tanta idade, é um jovem porque mal começou. Será um velho-jovem. Boa conclusão. Nas pessoas acontece o mesmo. Ele há idosos que são uns jovens, pela irreverência, pelo espirito que mantêm, assim como haverá jovens que são autênticos velhos pela falta de capacidade em não quererem assumir a sua própria juventude. E a culpa será deles? Ou será da nossa própria sociedade ligada à tristeza, nostalgia, à falta de ironia, de um sorriso? E sendo eles informados a toda a hora dos jogos de interesses, da corrupção alastrante, das jogadas onde o poder económico, aliado ao partidário, impera, como poderão eles olhar o futuro senão mais cinzento e obscuro?
Confesso que não sou dos que sobem a escadotes ou banco e cadeiras, que enfiam uma "passa", por badalada, pela boca dentro, nem sou de grandes, nem pequenos, festejos de uma alegria que não é (seria fingido) na chegada do novo ano. Digo-vos que "entrei" no ano sentado, portanto não sei se foi com o pé direito ou com o esquerdo. O que sei, é que... com tantos "canibais" espalhados por este País (faz-de-conta), provavelmente, alguns "começaram" com o pé direito. Só espero chegar ao final deste ano com toda a carne agarrada aos ossos, isto no caso de não ser apanhado pelos "canibais". Mas que eles andam aí, lá isso andam.