sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Mais um Natal que passou



Dez da noite de 25 de Dezembro.
Dia frio e chuvoso apenas aquecido pelo calor humano em casa da minha sogra D. Maria Antónia. Como habitualmente ali se juntou a familia Varela Loja. Irmãos, irmãs, tios, tias, primos, primas, sobrinhos, sobrinhas, cunhados, cunhadas, filhos e netos... somando, cerca de trinta e cinco!
Almoço composto, como em anos anteriores (já é de tradição), carne em vinha de alho, à moda da Madeira, com milho frito, batata assada e pão frito em banha de porco. A acompanhar três de tinto, uma de Montes Claros, outra de EA de 2004 e uma Cartuxa. Para rematar, como sobremesa, mousse de ananás ou de chocolate e pudim de veludo. Confesso que, para mim, começa a ser muita confusão. Prefiro o sossego do lar. Nada tenho contra as conversas batidas e esbatidas dos mais antigos, nem as risadas e movimentções bruscas dos mais pequenitos, que vivem este dia com redobrada ansiedade. Tudo isso é compreensivel.
Mas o meu aconchego, quentinho, sossegado, transmite-me uma paz, uma tranquilidade, impagáveis. Acompanhou-me no regresso a casa o Pi. Este é mais "Gaudêncio" que "Varela Loja".
Já entrada a noite, chegam a casa os "sobreviventes", a minha mulher e o o Pedro Miguel. São eles os mais "Varela Loja". Terão outra "responsabilidade" familiar.
Nas tradicionais trocas de oferendas natalicias, optou-se, já há algum tempo, pelo "amigo oculto". Boa opção. Mais contenção de despesas e melhor escolha nas prendas. Da minha parte muito obrigado ao meu "amigo oculto" pelos CD's de Fado cuja foto da "box" aqui vos deixo. Para quem gosta de fado, como eu, é uma boa sugestão e não deixa de ser, para mim, um complemento ao cd recebido e ao qual faço referência na mensagem anterior.
Reunidos os quatro no aconchego do lar, frente ao televisor, não deixámos de esboçar alguns sorrisos, mesclados de gargalhadas ao vermos as novas versões de "Agente Olho Vivo" e "Pantera Cor de Rosa". Assim se vai passando o tempo e assim se passou mais um dia de Natal, afinal, igual a tantos outros.

Mais uma Prenda de Natal.


Meia noite e meia.
Segundo a lenda ou história, o Jesus Menino acaba de nascer.
É vê-Lo em palhas deitado.
Confortado apenas pelo bafo quente do burro e de uma vaca.
A Virgem Maria contempla-o eternecida com esse olhar único de Mãe.
José assume o seu papel de pai (não o sendo).
De longe virão Reis, pastores... com as suas prendas.
Todos gostam de receber uma prenda, seja qual for.
Venha de quem vier.
Mas há sempre uma ou outra que nos toca mais o sentimento.
Pelo valor, direi, estimativo e mais por vir de quem vem. Ainda não há muito, com (mais) uma carta anexada, chegou-me ás mãos (mais) um cd.
Desta feita de Grandes Guitarristas.
O primeiro que ouvi foi (não podia ser outro) Custódio Castelo.
Mas, dizer quem me ofereceu este tão rico presente, quase nem será necessário.
Nem mais, essa mesmo...a minha Esposa. Estraga-me com mimos. Faz isto todos os anos! Se eu não gosto? Claro que gosto, mas era desnecessário.
Afinal, durante o ano, vamos oferecendo mutuamente algumas lembranças, por vezes sem valor (desse que estão a pensar) mas que o são para nós, pela atitude, pelo momento, pelo dar e receber segundo a ocasião.
Por agora já chega de lamechas.
Agora é tempo de festejar o Nascimento, a Natalidade, a Vinda ao Mundo do Jesus Menino.
Aquele que, em Abril, a quatro, iremos chorar a Sua Morte, o Seu Amor a Sua Paixão.
Até lá festejemos com Alegria a Sua chegada.
Muitas e boas prendas para todos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Lembro-me que com os meus treze, catorze anos, nesta mesma noite,lá ía à missa do Galo incorporar-me no Coro da Imaculada Conceição. Um dos cânticos que mais gostava de cantar era este mesmo.
Desfrutem.

Natal... Natal.....


NATAL


Mais uma vez, cá vimosFestejar o teu novo nascimento,

Nós, que, parece, nos desiludimosDo teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!

Mas vimos, com as mãos cheias dos nossos pomos,

Festejar-te, ─ do fundoDa miséria que somos.

Os que à chegadaTe vimos esperar com palmas, frutos, hinos,

Somos ─ não uma vez, mas cadaTeus assassinos.

À tua mesa nos sentamos:

Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;

Mas por trinta moedas te entregamos;

E por temor, negamos o teu nome.

Sob escárnios e ultrajes,

Ao vulgo te exibimos, que te aclame;

Te rojamos nas lajes;

Te cravejamos numa cruz infame.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,

Como um farol de salvação,

Sobre as cidades em que ferve extremos

A nossa corrupção.

Os que em leilão a arrematamos

Como sagrada peça única,

Somos os que jogamos,

Para comércio, a tua túnica.

Tais somos, os que, por costume,

Vimos, mais uma vez,

Aquecer-nos ao lume

Que, do teu frio e solidão, nos dês.

Como é que ainda tens a infinita paciência

De voltar ─ e te esqueces

De que a nossa indigência

Recusa tudo que lhe ofereces?

Mas, se um ano tu deixas de nascer,

Se, de vez, se nos cala a tua voz,

Se, enfim, por nós desistes de morrer,

Jesus recém-nascido, o que será de nós?!

NATAL DE QUEM?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.

-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho!

- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?

- Não sei, não sei...

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!

Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:

- Foi este o Natal de Jesus?!!!

Mais Vale Dois Pássaros na Mão que Um Rato no Anus.... Ou Cinquenta anos de atraso (?)

Ele há cada noticia que só me apetece dizer: Valha-nos Deus!

http://www.ionline.pt/conteudo/38910-casamento-gay-no-lux-nao-estou-feliz-eu-sou-feliz

O acontecimento inédito decorreu segunda-feira à noite, na discoteca de Lisboa. Ricardo Mealha e David Rodrigues foram os protagonistas. Um casamento gay semipúblico, mas muito discreto
Ricardo Mealha, 41 anos, um dos mais requisitados designers gráficos portugueses, e o namorado de há seis anos, David Rodrigues, 28, psicólogo, casaram-se perante amigos e familiares, mas longe do olhar da imprensa.

O deputado independente pelo PS Miguel Vale de Almeida, homossexual assumido, foi um dos convidados. Esclareceu estar ali a título pessoal e disse "ter muito prazer" em participar na festa. "Só é pena não termos ainda aprovado a lei" do casamento gay, acrescentou. Sobre o mesmo assunto, a actriz Graça Lobo, que chegou acompanhada por Jorge Salavisa, director do Teatro São Luiz, em Lisboa, disse ser favorável à alteração do Código Civil, no sentido de permitir o casamento gay. Mas notou que "é normal" haver quem resista a essa mudança. "As pessoas em Portugal resistem a tudo, estamos atrasados 50 anos", avaliou a actriz.

Às 2h30, fonte segura dizia que Mealha e Rodrigues tinham acabado de sair da discoteca. Seguiram para a noite de núpcias, oferecida pelo Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, ao qual Mealha já esteve ligado profissionalmente. Ontem de manhã o designer publicava no Facebook algumas fotos suas e do marido a bordo de um jacto particular.

Agora falo eu. Julgava eu que era uma pessoa "actualizada" quando defendia, e defendo, o casamento (acasalamento de um casal, macho e fêmea). Afinal, com esta idade, terei de voltar a nascer, porque estou cinquenta anos atrasado. Na minha terra, felizmente, isto chama-se, simplesmente, uma valente PANDELEIRICE.
Ou seja, eu nem sei, mas calculo, que o orificio utilizado para a prática sexual destes dois "coisos" será o anus.
Como sempre utilizei o anus para evacuar (vulgo cagar) e biológicamente deveria ser a unica utilização para este orgão do corpo humano, penso ser (outros assim não pensarão) que é contra-natura a utilização do anus para a penetração do pénis do "marido". Porque é que este "designer" não fez, ou faz, uma operação plástica (agora já se faz tudo) e "evagina-se"?
Dou-vos a minha palavra de honra que não seria esta a melhor noticia que eu queria para colocar aqui neste blogue, ainda por cima, em vésperas de Natal. Eu sei. Será talvez demasiada "javardona". Mas achei isto tão... sei lá, caricato, tão.... (nem sei que termo utilizar) que certamente me irão desculpar.
No entanto não quero terminar sem uma pontinha de ironia.
Vejam o filme anexo retirado daqui
http://sorisomail.com/email/6268/noticia-duma-radio-espanhola-de-chorar-a-rir--lindooooooooo.html

Era disto que este designer precisava, ele e o "marido".
Toma e embrulha!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ALARMANTE!




Não deixei de ficar indiferente à noticia que vos apresento.



Lisboa, 22 Dez (Lusa) - O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal subiu 28,2 por cento em Novembro, face ao mesmo mês do ano passado, e aumentou 1,2 por cento face a Outubro, segundo os dados hoje divulgados.
De acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Outubro, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 523.680 desempregados, mais 115.082 indivíduos do que há um ano atrás.
Face a Outubro, o aumento foi de 1,2 por cento, o que representa um acréscimo de 6.154 inscritos.

A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para 9,8% no terceiro trimestre, contra 9,1% nos três meses anteriores, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre Julho e Setembro o número de desempregados aumentou para 547,7 mil indivíduos, um acréscimo de 26,3% face a igual período de 2008 e uma subida de 7,9% na comparação com o trimestre anterior. A taxa de desemprego nas mulheres, que há um ano era de 9,1%, ultrapassou a barreira dos 10% em Setembro último, cifrando-se agora em 10,6%.O relatório do INE mostra que o Norte é a região mais atingida pelo problema do desemprego, com uma taxa de 11,6%. Lisboa, Alentejo e Algarve também apresentam taxas de desemprego superiores a 10%.



O mais engraçado, se a isso se pode chamar, são os comentários que se seguem....




labrego
Se houvesse um concurso internacional de estupidez, burocracia , complicaçao, falta de imaginaçao, terra de parolos etc .Portugal ganhava a medalha de ouro da area territorial com mais atrasados mentais por metro quadrado.




Peixoto
O desemprego vai disparar ainda mais em 2010 em Portugal pois a retoma nos paises industrialisados vai demorar e os mesmos paises vao certamente apostar mais nos seus recursos como é obvio para tentar travar a hemorrogia enquanto que Portugal e os seus dirigentes vao continuar na expectativa à espera.Continuamos a ser um pais de pasmoes estaticos. Os tempos que se avizinham vao ser muito dificeis.No entanto e como se sabe quem està bem no governo etc etc vai continuar na melhor.Enquanto que houver futebol (e o benfica ganhar ) e novelas na televisao a hegemonia do poder pode dormir tranquila.. Uma nova revoluçao 25 de abril para quando? Quando é que os portugueses vao abrir os olhos quando é que vao acordar ? A corrupçao quando é que termina ?




Alguém nos salve
Só vejo uma solução, nacionalizações das empresas, reduzir a maquinaria aumentando o trabalho manual. Claro que isto implica salários médios mais baixos, mas há mais trabalho. O estado fomentava a agricultura, cooperativas reactivadas, zonas interiores do país aproveitadas para a agricultura. Pescas reactivadas, aumentar a frota pesqueira, diminuir as cotas de pesca aos espanhois. Enfim aproveitar o k temos. A CEE fez de nós uns inválidos !


No blogue do Herminio escrito em Dezembro de 2005, com a devida vénia, transcrevo o seguinte:


Estes dias que antecedem a quadra Natalícia e que todos os portugueses gostariam que fosse festiva, mas a realidade é outra e uma grande parte da nossa população vive tempos muito difíceis e de grandes dificuldades. O dia a dia dos portugueses é marcado pelo desemprego, pela precariedade das relações laborais, pelo alastramento da pobreza, pela quebra de salários, pelas pensões de miséria, pelo aumento do custo de vida, pela incerteza no dia de amanhã, etc. Nesta época do ano somos «bombardeados» com uma publicidade da Banca que constantemente «convida» a aumentar o já enorme endividamento dos portugueses. Esta teoria, estratégica, visa acelerar o processo de centralização e concentração do capital e é insensível ao marasmo económico e à retracção do mercado. Sabemos que a situação de carência e empobrecimento de grandes camadas da nossa população impossibilita a procura interna e sendo assim a nossa economia não se pode reanimar e ultrapassar a situação de estagnação em que os sucessivos Governos têm mergulhado o país. Em vésperas das tradicionais festividades Natalícias os portugueses, que de uma forma abrupta se viram privados do seu posto de trabalho e consequentemente do seu sustento, vão viver estes dias com muita amargura e certamente pensando e responsabilizando os (des)governos deste país e os partidos que os têm apoiado e pela forma como se têm subjugado ao poder do grande capital e que têm contribuído para a degradação das suas vidas.

Boas Festas, Feliz Natal, Próspero Ano Novo

Faltam apenas dez minutos para as três da manhã. Hoje é terça feira dia 22 de Dezembro. Estamos quase a viver a noite "mágica" que celebra o nascimento do Jesus Menino. Mas... quem se lembra Dele? Nesta sociedade consumista e de despesismo, onde o € é a mais valia, em detrimentos dos valores anunciados de Paz, Amor, Fraternidade, Igualdade, Acolhimento, Verdade, Sentimento e Aproximação ao próximo, quem Dele se lembra? Ah e tal... mas eu vou à missa, eu bato com mão no peito, eu comungo, eu rezo.... Muito bem, digo eu, mas... e depois? Será que, esses mesmos que dizem que fazem o que atrás descrevo, no dia a dia levam a peito esses valores? Ou será que nem se lembram dos mais desportegidos, dos que nem uma casa têm para se abrigar, dos que não têm emprego, dos que não têm familia, dos que nem sequer têm uma sopa que lhes aqueça a alma? Bem querem eles saber disso! Querem é chegar a casa e banquetearem-se com as melhores iguarias que os espera em finas porcelanas. O perú recheado, o bom vinho, os melhores doces. A festa da Familia, dizem eles, esquecendo-se porém, que todos nós somos uma Familia e que temos de viver em sociedade. Mas disso eles não querem saber. E lá estão, junto do pinheiro, vilmente cortado, as inúmeras prendas, para filhos e netos, que custaram um dinheirão ( para eles não há crise) e este poderia servir para matar a fome a uma dúzia de desgraçados ( que também são filhos de Deus) ostracizados pela sociedade. A sociedade é injusta, eu sei, mas nada custa reduzir essa despesa para metade e dar a outra metade a quem necessita. Isso sim, seria o verdadeiro espiríto natalicio. As ruas ficarão vazias de pessoas mas repletas de automóveis parados junto a casas iluminadas. Lá dentro, o aquecimento das lareiras, dos ares condicionados, dos aquecedores a gás, fazem esquecer os que tiritam de frio debaixo de um vão de escada, ou dentro de um caixote de papelão, num recanto mais abrigado de um prédio de uma avenida qualquer. Esses não foram bafejados pla sorte. Nem querem ouvir falar do Natal. Não têm familia ou, se têm, essa nem quer saber deles. Prendas? Aquecimento? Ceia de Natal? O que é isso? Palavras vãs... para quem nasceu sem sorte na vida. E os que passam esta quadra hospitalizados? E os que, na ânsia de chegarem rápido junto dos seus ente queridos, vão ao encontro do Criador? Todos os anos as mesmas histórias, catastróficas. Sempre assim foi, sempre assim será. Então? Que pediste ao Pai Natal? Que foi que o Pai Natal te deu? Deixem-me rir... mas de tristeza...
Depois, como se não bastasse, daí a uns dias, a euforia da passagem de ano. Onde vais passar o ano? Á Nazare? Na praia? Ao Algarve? Aproveitando a "ponte"? Onde? Á Serra da Estrela? Com este frio e aquela neve? Ah pois... sim, sim... deve ser divertido. Olha... vai devagar, cuidado com o gelo e com os outros que andam depressa, os malucos... tem cuidado. Por mim, há muito que o faço, quedo-me sossegadissimo em casa, na passagem de um dia para outro. apenas e só isso. E fazem-se desejos que este (o próximo) ano seja bem melhor que o passado. Mas há quantos anos andam a desejar o impossivel? Desde quando o ano seguinte foi melhor que o anterior? Ah... desde que haja saúde, pois bem... E o resto? Saberás se até ao final do ano terás emprego? Terás dinheiro para pagar os estudos do teu filho? Para pagar a prestação da casa ou do carro? Mesmo para comprar comida para te alimentares?
Lá vem este agora com histórias de pessimismo e de derrotismo. Pois, pois... a quantos isso não aconteceu? E no entanto, há um ano riram-se e festejaram a tal passagem de ano ( que iria ser bem melhor). Está à vista. Empresas a fechar, desemprego a aumentar, a crise cada vez mais agudizada.
Confesso que não vejo o futuro com bons olhos. Já sei que preciso de óculos, aliás, já os utilizo. Mas como diria o meu bisavô Zé da Horta: Adeus Mundo, cada vez a pior... Daqui a um ano, se Deus nos der vida e saúde, aqui estaremos de novo ( se ainda tiver internet e computador) para analisarmos o que se passou em 2010.
Até lá, sinceramente, desejo que as minhas pobres palavras sejam a antítese do que o futuro nos reserva.
Bom e Santo Natal, e um fantástico e excelente ano de 2010 para todos. Que bom seria!